terça-feira, 1 de setembro de 2015

PLANEJAMENTO E GESTÃO ESCOLAR



Durante muito tempo, o diretor de escola foi caracterizado como uma figura de autoridade absoluta e dotado de amplos poderes decisórios  e de atuação dentro de uma unidade escolar.
Atualmente todas as políticas e discussões educacionais estão voltadas para a promoção da gestão democrática e participativa. A principal característica deste tipo de gestão é a participação de toda a comunidade escolar nos processos decisórios da instituição escolar. Neste tipo de administração contamos com a colaboração mutua entre todos os indivíduos , originando um trabalho coletivo de todos os envolvidos no processo escolar, tendo como guia o alcance de objetivos e metas educacionais da escola.
Na escola onde atuo, estamos engatinhando nesta concepção de gestão. Ainda percebemos velhos hábitos inclusos em todos os segmentos. Apesar da equipe gestora vir esforçando-se para que toda a comunidade participe e acompanhe os processos educacionais, como planejamento e construção do Projeto Político Pedagógico, ainda nos deparamos com atitudes equivocadas relacionadas a responsabilidade de cada um no âmbito escolar. Muitos pais, alunos, e até mesmo funcionários, acreditam ainda que tudo o que envolve os processos escolares, deve ser de competência  dos núcleos de direção, coordenação e docentes
O fortalecimento e maior engajamento dos Conselhos Escolares é uma bandeira que vem sendo levantada e amplamente discutida nos meios educacionais e acadêmicos. Um dos eixos do Plano Nacional de Educação corrobora sobre a efetiva participação dos Conselhos Escolares nas unidades de ensino.
Recentemente, a rede municipal de Cubatão realizou audiências públicas para eleger delegados para a apreciação e construção do Plano Municipal de Educação. Representantes de todas as unidades de ensino e sociedade civil participaram das discussões. Entretanto, uma das críticas realizadas ao PME, foi relacionado ao tempo que foi disponibilizado para a apreciação da versão preliminar, que não foi suficiente para que as escolas pudessem realizar um estudo mais aprofundado.
Portanto, quando falamos de Gestão Democrática, há de se fazer um adendo, de que as escolas, ainda estão sujeitas as demandas autoritárias de órgãos aos quais fazem parte. Antes de conseguirmos efetivamente manter uma gestão democratizada, é imprescindível que as unidades escolares possam ter mais autonomia e para isso é necessário conscientizar toda a comunidade escolar da responsabilidade coletiva, vencendo resistências internas e externas, para que possamos decidir e estabelecer prioridades em parceria, que melhor retratem a realidade da escola. Desta forma, a realização de  planejamento participativo na esfera escolar implica reafirmar continuamente o processo de reflexão e ação da coletividade, buscando formar a identidade institucional.
Com o intuito de realizar o que planejamos muitas vezes vivenciamos um processo de constantes aproximações. No processo de construção do Plano de intervenção pedagógica vivenciamos conflitos entre o real e o ideal, pudemos identificar  um tipo de realidade e confrontá-la com as representações que fazíamos dela, buscando realizar a mediação e intervindo com vistas à sua transformação.
A equipe gestora vem estimulando a participação de todos os envolvidos,  promovendo reuniões e eventos que aproximem a comunidade escolar da escola.
Todas as discussões realizadas estão sendo positivas. A receptividade vem aumentando pouco a pouco, inclusive por parte da equipe gestora, que passou a acreditar mais no potencial coletivo. A diversidade de ideias e experiências enriqueceram as discussões. Depois que passam a se sentir parte do processo, as pessoas começam a entender melhor a estrutura e a organização da escola. A consciência coletiva vem sendo construída aos poucos, as pessoas já começam a perceber que quando deixam de fazer a sua parte, interferem direta ou indiretamente, no trabalho do grupo.
Na perspectiva da gestão democrática o planejamento educacional surtiu como uma ferramenta que otimizou o processo de tomada de decisões e a definição dos objetivos e das metas estabelecidas pela comunidade. Além disso, viabilizou traçar estratégias a curto, médio e longo prazo.



sexta-feira, 17 de julho de 2015

DEFINIÇÃO DAS PRIORIDADES DA ESCOLA


A comunidade escolar da UME Profª Elza Silva dos Santos, considerando o contexto e as necessidades percebidas durante as reuniões e reflexões realizadas, sem esquecer que todos os aspectos e dimensões do Projeto Educativo são importantes, destaca alguns aspectos que necessitam especial atenção. Por isso, no momento em que elaboramos nosso Projeto Político Pedagógico estabelecemos para toda a instituição as seguintes prioridades:

1.             RELACIONAMENTO COM A FAMÍLIA

A participação da família no processo de ensino aprendizagem dos alunos é essencial para que estes se desenvolvam mais e melhor. Desta forma, estaremos realizando ações que aumentem a participação ativa, e estabeleça uma comunicação frequente e um diálogo permanente entre  família e escola, contribuindo com o trabalho educativo e o sucesso escolar.

2.             ENSINO E APRENDIZAGEM

  •  Necessidade de professor auxiliar para turmas com alunos com necessidades especiais ou turmas com número de alunos acima do estipulado na resolução do CME;
  • Baixa frequência na Sala regular e na Recuperação Paralela;
  • Encaminhamentos e atendimentos aos alunos( fonoaudiólogo, psicólogo, neuropediatra...), não há devolutiva dos órgãos competentes;
  • Troca de experiências no HTPC;
  • Professores substitutos para atender a demanda da unidade;
  • Chegada tardia dos livros didáticos e insuficientes, nem sempre respeitando as escolhas;
  • Alta rotatividade de matrículas suplementares e transferências de alunos;
  • Maior  disponibilidade de tempo de planejamento;
  • Alunos com baixo rendimento escolar/ distorção de idade-série: mais auxilio dentro e fora do período de aula;

3.             INFRA ESTRUTURA


  • A escola não dispõe de espaço físico específico para realizar e desenvolver adequadamente  projetos especiais, que visam a melhoria do processo de ensino aprendizagem como:  Mais Educação, Mais Cultura e Recuperação Paralela;
  • É um desejo de toda a comunidade escolar que haja uma sala ambiente de Arte, e no momento estamos tentando adaptar uma saleta onde ficam guardados os materiais de educação física e Arte;
  • Cobertura do bloco C: Foi retirada em abril de 2014, a cobertura do corredor que dá acesso ao Bloco C, onde localizam-se as salas de 1º e 2º anos devido ao risco de queda e até o momento não foi refeito. A situação é considerada  grave, pois é o único acesso dos alunos para as outras dependências da escola, em dias de chuva,  ao locomoverem-se para banheiro, refeitório ou qualquer outro espaço da unidade, acabam ficando todos molhados;
  • Proteção da mureta do parque com pneus cortados e encaixados; evitando que as crianças caiam e se machuquem;
  • Revestir o refeitório com azulejo para facilitar a limpeza e tornar  um ambiente mais saudável;
  • Repensar no espaço para o recreio , tornando-o mais adequado;
  • Biblioteca adequada: a ausência de almoxarifado faz com que todos os materiais que chegam a unidade escolar, sejam depositados provisoriamente na sala de leitura, tornando-a assim intransitável. 
  • A construção de um almoxarifado solucionaria este problema;
  • Manutenção do Laboratório de informática: não há um departamento que realize periodicamente a manutenção dos computadores, o que faz com que a APM tenha que arcar com possíveis despesas;
  • Limpeza da calha do pátio;

4.             FORMAÇÃO CONTINUADA

Realização de plano de formação continuada para os docentes e demais funcionários da unidade, respeitando a função e os competes de cada indivíduo. Em 2014, conseguimos ofertar duas formações aos docentes, os curso de “Contação de histórias” e o “Distúrbios de aprendizagem x dificuldades de aprendizagem com ênfase na dislexia”.

5.             VALORIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS

Nossa escola fica localizada em uma comunidade de risco social e o acesso ao bairro é limitado. Além disso, nos deparamos em nosso dia a dia com congestionamentos, vias urbanas de acesso com péssimas condições de utilização, violência e situações ilícitas no entorno da unidade que por inúmeras vezes nos afligem. Em atribuições de aula, nossa escola é sempre descartada  devido aos perigos. É consensual que todos os funcionários que trabalham na unidade deveriam receber uma gratificação por exercer atividade em local de risco. Este é um tema que está sendo debatido e discutido entre todos, para que um documento seja redigido e enviado à Secretaria Municipal de Educação de Cubatão.

6.             GESTÃO DE RECURSOS E PROCESSOS

  • Internet: a ausência constante da internet interfere em todos os processos da unidade, desde o administrativo ao pedagógico;
  • Telefonia: Constantemente temos problemas com nossos telefones que passam a fazer somente ligações fixas. O problema é grave pois cerca de 90% de nossos alunos só possuem celular para contato dos responsáveis;
  • Falta de material de expediente fornecido pela Seduc, desde sulfite a papel higiênico e sabão. O que faz com que frequentemente tenhamos que utilizar recursos da APM.


Todos os problemas elencados, foram amplamente discutidos para que pudéssemos pensar em soluções a curto, médio e longo prazo.

DEFINIÇÃO DE OBJETIVOS E METAS, A PARTIR DAS PRIORIDADES



O presente texto tem como intuito descrever como foram as discussões com a comunidade escolar acerca das prioridades levantadas nos diagnósticos analisados e relatar as principais decisões tomadas para a elaboração coletiva do Plano de ações da UME Profª Elza Silva dos Santos.
 O debate contou com a participação de docentes, funcionários, pais, alunos e moradores do bairro, todos envolvidos em busca de um bem maior, a melhoraria da qualidade do ensino ofertado a comunidade escolar. As discussões e reflexões oportunizaram que se chegasse a alguns pontos em comum.
Primeiramente, a parceria entre escola e comunidade é indispensável para que se alcance uma educação de qualidade. A participação da família favorece a aprendizagem do aluno, promove o seu bem estar e assegura a sua permanência na escola.
Segundo, a tomada de consciência dos principais problemas da escola pelo coletivo é primordial, pois possibilita maior engajamento na solução de falhas detectadas e definição das responsabilidades coletivas e pessoais.
E por ultimo, mas de extrema relevância, o fato de que há a  necessidade de reconhecimento e expressão da identidade da escola de acordo com a realidade, características próprias e necessidades locais.
A seguir apresentamos uma tabela mais concisa, com o plano de intervenção elaborado, constando a delimitação das prioridades, dos objetivos e metas.
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DEFINIÇÃO DE CATEGORIAS
OBJETIVOS GERAIS
OBJETIVOS ESPECIFICOS
METAS
















1.    Integração Escola-Família
Incentivar o envolvimento e interação da comunidade, com vistas a uma participação ativa.
Convidar a comunidade a constituírem a APM e Conselho de Escola.

Aumentar a participação em 60% até 2018
Mobilizar a comunidade a buscar melhorias para o bairro e vias de acesso junto à administração pública da cidade.
Formação de grupos para debater assuntos pertinentes à escola.


Conscientizar a comunidade escolar sobre a importância de sua contribuição para o bem estar da comunidade.
Levantamento de profissões, habilidades e interesses dos pais para auxiliar a escola em pequenos afazeres.
Aumentar a participação em 20% até o final de 2015.
Conscientizar a comunidade sobre a importância da cidadania e da dimensão política.

Desenvolver projetos que envolvam a participação de pais e membros da comunidade em atividades práticas da escola.
Aumentar a participação em 20% até 2016.
Oportunizar atividades para aproximar pais de alunos e comunidade escolar da escola.
Incentivar a comunidade, com vistas a uma participação ativa nas atividades escolares.

Ampliar em 30% a participação da comunidade até 2016.
Buscar a participação, envolvimento e interação com a comunidade, permitindo que a mesma utilize e valorize o espaço escolar.
Mostrar à comunidade escolar a importância de sua participação nos processos de construção e decisão dentro e fora da escola, pautados na democracia e no bem estar coletivo.
Construir um relacionamento harmonioso de forma que os pais percebam a importância de sua participação para a concretização de uma Escola de qualidade.
Socializar informações por meio de debates, reuniões de pais, C.E. e APM, grupo de estudos,  a fim de que motivem a participação de todo o segmentos escola e comunidade.
Articular ações do SUS às da educação, de forma a ampliar o alcance e o impacto de suas ações relativas aos estudantes e suas famílias.
Fortalecer a participação comunitária nas políticas de educação básica e saúde.
Retomar a participação no Programa Saúde na Escolar até 2016.















2.    Relação ensino-aprendizagem.

Trabalhar na criação de condições para que haja um processo de ensino aprendizagem adequado à realidade do aluno, bem como adequá-lo às suas necessidades.
Elevar a qualidade de ensino oferecida.





Atingir a meta do IDEB de 5,0 para 2015.
Reorganizar os acompanhamentos e organização pedagógica da unidade.
Alcançar índices de desempenho cada vez melhor.
Reavaliar constantemente a proposta pedagógica e curricular da unidade para que possam ser desenvolvidas de forma eficaz.

Conscientizar a comunidade escolar sobre a importância do estudo para o crescimento interior e autorrealização;

Atingir a meta do IDEB da escola, estabelecida para 2015.
Acompanhar e analisar sistematicamente os índices de aprendizagem e resultados de avaliações externas
Corrigir o fluxo de alunos com distorção idade-série.
Assegurar a permanência dos alunos na escola, com sucesso e efetiva aprendizagem.
Reduzir a 0% a distorção até 2018.
Diminuir índices de repetência, evasão e abandono escolar.
Diminuir os índices de evasão escolar;
Aumentar os índices de promoção;
Reduzir os índices de reprovação a 0% até 2018.


Promover uma educação de qualidade.
Acompanhar a contratação de professores pela SEDUC.
Reduzir a 0% a dispensa de alunos.
Incentivar e orientar o grupo discente a formar o grêmio da escola.
Formar cidadãos críticos e conscientes.


Organização do Grêmio para 2016.









3.    Infraestrutura
Oferecer uma educação de qualidade a todos.

Propiciar formas para que todos os envolvidos no processo educativo compreendam sua importância no meio social.

Ampliar a oferta dos Programas do (PAE).
Manter as atividades dos programas Mais Educação e Mais Cultura em funcionamento.
Adaptação de uma saleta de materiais de educação física para um espaço de realização de projetos até agosto de 2015;

Ampliar e realizar melhoramentos na escola, bem como zelar por sua conservação.
Apoiar a realização de melhorias na unidade escolar.
Manter e conservar o prédio escolar em perfeitas condições de uso.
Cobertura do bloco C: Foi retirada em abril de 2014, a cobertura do corredor que dá acesso ao Bloco C
Garantir proteção integral das crianças e demais funcionários da unidade escolar.
Após envio de diversos documentos aos setores competentes solicitando a colocação de nova cobertura obtivemos como  devolutiva, que a UME deverá aguardar  disponibilidade orçamentária;

Zelar pela organização, limpeza e manutenção da escola.
Desenvolver atitudes de respeito, responsabilidade e cooperação no ambiente escolar.
Campanha de conscientização;
Solicitar suporte de infraestrutura e funcionamento de internet, rede e sistema de telefonia.
Manter em bom funcionamento os sistemas de internet, rede e telefonia e reparando-os quando necessário.
Aguardando manutenção do setor competente;
Cuidar para que haja periodicamente manutenção e reparos no prédio escolar a fim de se manter a segurança de todos.
Manter a escola em boas condições, ampliando e reformando quando se fizer necessário.
Feito periodicamente;








4.    Formação continuada e valorização dos profissionais da educação.
Incentivar a formação continuada dos professores.

Contribuir para a melhoria da formação pessoal dos professores.
Plano de formação em HTPC com inicio para segundo semestre de 2015;
Incentivar a capacitação dos profissionais de educação.
Resgatar e organizar o saber dos professores sobre as concepções de educação.
Valorizar atitudes colaborativas diante das necessidades e demandas escolares.
Trabalhar em conjunto, de forma cooperativa e integrada.

Internalizar seu papel como cidadão do mundo;
Desenvolver a capacidade critica reflexiva dos envolvidos no processo educativo face às questões político-social-cultural;

Elaboração dos planos de trabalho docente de acordo com a Proposta Pedagógica.
Envolvimento dos docentes com as normas regimentais, disciplinares e pedagógicas da escola.
Revisão semestral;
Planejar e coordenar a eficácia da gestão da informação.
Melhorar a qualidade da educação oferecida.
Revisão e reavaliação semestral;
Fortalecer ações de orientação e aperfeiçoamento do fazer pedagógico e administrativo a fim de melhorar da qualidade do ensino.
Orientar quanto à gestão pedagógica e administrativa da escola, bem como as metas e diretrizes estabelecidas na proposta  pedagógica.
Reavaliar  periodicamente;





5.    Gestão de recursos e processos
Aplicar os recursos de forma a buscar resultados satisfatórios.
Usufruir dos recursos financeiros de modo a buscar melhorias e manutenção da escola;
Deliberação pelo CE e APM, bimestralmente ou quando houver necessidade;
Garantir acesso e permanência dos educandos na escola.
Atualizar constantemente lista piloto, levantamento de faltas, busca e justificativa dos responsáveis pelos alunos ausentes.
Acompanhamento pelo setor de Orientação semanalmente;
Aperfeiçoar as demandas administrativas e divisão dos serviços com vista a direcionar as ações de atendimento ao público.
Ampliar o número de funcionários destinados ao atendimento às demandas da escola.
Aguardando complementação de quadro de funcionários pela SEDUC;
Tornar o sistema de agendamento de faltas mais eficiente.
Ampliar a oferta de professores substitutos.

Ressaltar a importância da comunidade na identidade da unidade escolar.
Tornar a escola um espaço de sociabilidade.



Os dados apresentados na tabela acima se formalizaram por meio de pesquisas quantitativas e qualitativas com toda a comunidade escolar, reuniões do Conselho de Escola, reuniões de APM , reuniões de HTPCs e observação de todo o processo por parte da equipe gestora da unidade escolar, demonstrando que a comunidade valoriza o papel da escola no que se referem ao desenvolvimento dos aspectos sociais, psicológicos, morais e cognitivos da criança e a consideram como uma boa escola no geral.
Importante destacar que as respostas aos questionários aplicados são bem similares, sendo reflexo da construção de um plano de articulação entre escola e comunidade.
Nas reuniões e nas pesquisas com os pais observou-se que a maioria aprecia o desenvolvimento do trabalho pedagógico da escola e tem consciência da importância do envolvimento da família no processo educativo de seus filhos, no entanto, alegam não terem tempo para estarem mais presentes no ambiente escolar, mas que gostariam de se fazerem mais presentes. Os alunos em sua grande maioria, gostam do ambiente escolar e sentem acolhidos, mesmo os mais jovens souberam explanar o que não lhes agradava e realizar sugestões e contribuições para o debate.
A escola tem tentado oportunizar o estreitamento da relação – comunidade/escola - por meio de agendamento de reuniões pontuais com pais, professores, coordenador e orientador educacional para tratarem de assuntos pertinentes aos seus filhos, reuniões de pais e mestres bimestralmente, festas e eventos da escola e também reuniões periódicas do Conselho de Escola e APM para que a comunidade tenha maior abertura para falar sobre seus anseios, dúvidas, preocupações. Há ainda, a disponibilização dos espaços escolares para serem utilizados pela comunidade nos finais de semana e horários ociosos, como a utilização da quadra da escola pelo time de futsal da comunidade a noite, aulas de capoeira com voluntários da comunidade  aos sábados e sessão da escola para eventos das igrejas ou creche próxima.
Acreditamos que desta forma , o diálogo, o acolhimento, a valorização das informações trazidas pelos pais, a participação deles na escola, a criação de oportunidades de convivência através de eventos ou projetos, reuniões ou palestras só tem a fortalecer os vínculos entre comunidade-família-escola.