domingo, 6 de setembro de 2015

AT8.PV-Primeira seção do TCC




REFERENCIAL TEÓRICO RELATIVO AO PLANO DE INTERVENÇÃO – ESCRITA DA PRIMEIRA SEÇÃO (CAPÍTULO) DO TCC


A palavra Educação significa entre outros conceitos, “o princípio comunicativo, utilizado pelas sociedades, para desenvolver no indivíduo a consciência de suas potencialidade, a partir da interpretação dos sinais gráficos até a construção dos conhecimentos que favoreçam o desenvolvimento de um raciocínio comportamental e disciplina, na sua individualidade, diante do grupo social e no meio ambiente em que vive”1.  
No decorrer da história da humanidade, nem todas as pessoas possuíam o direito a desenvolver essas potencialidades. A primeira tentativa de garantir o direito a educação foi feita em 1789, durante a Assembleia Nacional Francesa, quando foi redigida a Declaração dos Direitos do Homem e do cidadão, que instituía direitos civis, políticos e sociais. No Brasil, vivíamos em época de colonização, não havia um povo formado para lutar pelos seus direitos, e serem cidadãos. De um lado a elite e do outro, os escravos, que eram considerados “propriedade” de seus donos, a força do trabalho que produzia os bens primários e, portanto sem direito algum.Em 1834 foi instituída a Constituição do Império Brasileiro , onde inicia  a garantia de instrução primária e gratuita a todos os cidadãos. Porém, o referido documento definia como cidadãos, somente os indivíduos providos de um montante de renda anual originária de herança, indústria ou emprego, exceto os da Casa Imperial, excluindo desta forma a classe trabalhadora e legitimando a condição de escravo como “propriedade”. A educação era transmitida exclusivamente pela igreja, que ditava as normas e regras a serem seguidas. 
 Somente em 1948, com a elaboração da Declaração Universal dos Direitos do Homem, adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, é que a educação passou a ser reconhecida internacionalmente como um direito humano. Após a Segunda Guerra Mundial o direito a educação passou a ter significativa importância devido às brutalidades cometidas contra a humanidade, e foi quando, a  Organização das Nações Unidas considerou absurda a ideologia da existência de uma raça superior, trazendo a tona os ideais da revolução Francesa de Liberdade, Igualdade e Fraternidade entre todos  os povos. 
Em 1959 foi publicada a Declaração dos Direitos da Criança, que nos trouxe um enorme avanço histórico, pois com o fim da escravidão no Brasil, a criança era vista como um adulto em miniatura, recebendo muitas tarefas domésticas ou mesmo comerciais , desenvolvendo trabalhos com remuneração bem inferior a dos adultos e com equipamentos inadequados. Muitas crianças acabavam morrendo ou mutiladas exercendo funções em equipamentos desenvolvidos para adultos manipularem. 
Em 1960 foi realizada a Convenção Relativa à Luta Contra as Discriminações na Esfera do Ensino, onde foi firmado o Pacto Internacional Relativo dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais. No Brasil, a Constituição de 1967 proclamava a educação como dever do Estado e na Constituição de 1988,  passa a ser considerado o acesso ao ensino, obrigatório e gratuito e o seu não oferecimento de responsabilidade das autoridades competentes. 
Em 1990 é redigida a Declaração Mundial de Educação para Todos , onde obteve-se adesão de 155 países para a erradicação do analfabetismo até o ano 2000 com a universalização da oferta da educação básica. Apesar dos significativos avanços, o analfabetismo ainda continuou  om altos índices, principalmente nos  países mais pobres. 
Com a realização do Fórum do Milênio, no início deste século, realizado pela ONU, foi estabelecido um pacto visando o compromisso com a implementação de políticas voltadas a diminuição da pobreza, da miséria e melhoria da qualidade de vida no mundo, dando origem à Declaração do Milênio das Nações Unidas, onde  entre as dezoito metas  até 2015, a principal é garantir que todas as crianças de ambos os a sexos, terminem um ciclo completo de ensino.  
Em 2010, foi realizada a Conferência Nacional de Educação (CONAE), que reuniu representantes de todas as regiões do país para discutir sobre as políticas públicas e nacionais de educação. Deu-se o início do Novo Plano Nacional de Educação (2011-2020), que ainda está transitando no congresso como Projeto de Lei. 
 Atualmente, a concepção da educação como direito básico e fundamental, garantido pelo Estado, com   igualdade para todos, vem pressionando governos e comunidades internacionais para que a  educação básica gratuita e obrigatória , seja ofertada  a todas as pessoas independente de cor, raça, sexo, religião ou idade. 
Vivemos num século em que as informações disseminam-se rapidamente e  as sociedades contemporâneas passam pela linguagem digital, ficando indispensável o domínio do letramento. Assim sendo, é fundamental que as pessoas sejam escolarizadas, para que possam compartilhar dos processos e benefícios do avanço do conhecimento científico, tecnológico e do desenvolvimento social. 
Muitas lutas foram travadas pela igualdade de direitos à educação, até que conseguíssemos chegar ao modelo atual, que ainda é precário e está longe de ser o mais eficiente, mas é considerado um importante  marco de conquista da humanidade. A sua importância se dá para além do papel, pois encontra-se no cotidiano de  parte considerável da população que precisa ver suas  necessidades básicas  supridas. E é através da educação que conseguimos desenvolver a aprendizagem, o conhecimento, a integridade humana e a construção de cidadãos conscientes de seus direitos e deveres. 
Segundo a Constituição, todos os brasileiros tem direito a educação. Entretanto, a oferta de uma educação de qualidade é uma tarefa complexa, que exige do poder público ações pertinentes e o envolvimento de toda a sociedade. 
Art. 206, parágrafo VI, trata especificamente  da “ gestão democrática do ensino público, na forma da lei”. Podemos elencar que um dos eixos de grande  importância para que tenhamos uma educação de qualidade é a realização de uma apropriada  organização e gestão escolar, que propicie um ensino e aprendizagem significativo, e realize as articulações necessárias para que todos os envolvidos no processo educativo possam participar efetivamente. 
O direito do educando deve ser assegurado, e para que isso ocorra, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional estabelece normas e diretrizes dirigidas a todo o país, que devem ser seguidas por todas as escolas brasileiras, sejam pertencentes aos sistemas estaduais, municipais ou particulares de ensino. Entre as normas estabelecidas cito a obrigatoriedade das escolas em oferecer ao menos oitocentas horas de aula distribuídas em duzentos dias letivos (no mínimo) e a construção do projeto político-pedagógico. Pertencendo a uma rede ou a um sistema (municipal ou estadual), a escola deve participar da elaboração do Plano Municipal e/ou Estadual de Educação. 
A organização e a gestão escolar deve pautar-se primeiramente, pela garantia do cumprimento da função social da escola que é a de socialização dos saberes acumulados historicamente pela humanidade e  formação de valores e atitudes voltados para o exercício pleno da cidadania. 
A democratização dos processos administrativos e processos pedagógicos tem sido amplamente defendida em diferentes esferas. Ao pensar a organização e a gestão escolar é preciso então considerar diretrizes, normas e orientações emanadas da legislação nacional e local.
No Estado de São Paulo temos a FDE- Fundação para o Desenvolvimento da Educação e o  CEESP- Conselho Estadual de Educação de São Paulo. 
A FDE é a responsável por viabilizar a execução das políticas educacionais definidas pela Secretaria da Educação do Estado, implantando e gerindo programas, projetos e ações destinadas a garantir o bom funcionamento, o crescimento e o aprimoramento da rede pública estadual de ensino. Entre suas principais atribuições  estão a construção, reforma e adequação de unidades escolares, e abastecimento de suprimentos e equipamentos necessários. 
O CEESP atua como órgão normativo, deliberativo e consultivo do sistema educacional público e privado paulista. Estabelece regras para todas as escolas das redes estadual, municipal e particular, desde a educação infantil, até o ensino médio e profissional, nas modalidades  presencial e a distância. Também cabe ao CEESP orientar as instituições de ensino superior públicas do Estado, bem como credenciar seus cursos. 
A  nível municipal, Cubatão conta com o Conselho Municipal de Educação (CME) e o Conselho Municipal de Alimentação Escolar (COMAE). O COMAE é o responsável por fiscalizar e garantir que os recursos voltados a alimentação escolar sejam utilizados de forma responsável. Já o CME tem entre as principais atribuições: participar da elaboração das políticas públicas para a educação do Município;  Avaliar e manifestar-se sobre o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e o orçamento anual relativos à educação; . Fiscalizar a aplicação de recursos públicos e aqueles oriundos dos convênios, doações e outros, destinados aos setores públicos e privados da educação, incluindo verbas de fundos federais, estaduais e municipais; Emitir pareceres e normas; Autorizar mudanças na organização e currículo  da educação regulada por ele;  Acompanhar e fiscalizar a implementação das diretrizes aprovadas na Conferência Municipal de Educação;  Zelar pelo cumprimento da legislação escolar aplicável à educação e ao ensino; Zelar pela valorização dos profissionais da educação; Participar da elaboração do Plano Municipal de Educação, bem como acompanhar e fiscalizar sua execução; entre outras atribuições correlatas. 
Do caráter publico, a escola tem a  sua obrigação de prestar contas à sociedade do trabalho educativo realizado.  
Nas unidades escolares, a elaboração do projeto político-pedagógico tem papel primordial, pois a escola estará definindo coletivamente a sua política de currículo, de ensino-aprendizagem, de gestão e de relação com a comunidade, apresentando seus objetivos e metas. É o momento adequado para a escola assumir sua especificidade e seu eixo de atuação, assim como o caminho metodológico que estará seguindo. O diálogo entre todos o envolvidos é fundamental para a construção de uma organização escolar menos rígida e mais flexível, mais centrada na resolução de problemas comuns, por meio da coletividade. É necessário que haja por parte da unidade escolar uma postura  permanente de reflexão e aberta ao debate sobre  o funcionamento de sua organização e de sua gestão, envolvendo os âmbitos pedagógicos, administrativos e financeiros. Implicando na consciência de que a aprendizagem para o exercício da cidadania passa, necessariamente, pela vivência democrática. Só se aprende a participar ativamente, gerindo uma nova cultura democrática. 
Em relação a Gestão Democrática Participativa, estamos engatinhando nesta concepção de gestão. Ainda percebemos que velhos hábitos estão  inclusos em todos os segmentos. Apesar da equipe gestora vir esforçando-se para que toda a comunidade participe e acompanhe os processos educacionais, como planejamento e construção do Projeto Político Pedagógico, ainda nos deparamos com atitudes equivocadas relacionadas a responsabilidade de cada um no âmbito escolar. Muitos pais, alunos, e até mesmo funcionários, acreditam ainda que tudo o que envolve os processos escolares, deve ser de competência dos núcleos de direção, coordenação e docentes. 
O fortalecimento e maior engajamento dos Conselhos Escolares é uma bandeira que vem sendo levantada e amplamente discutida nos meios educacionais e acadêmicos. Um dos eixos do Plano Nacional de Educação corrobora sobre a efetiva participação dos Conselhos Escolares nas unidades de ensino. 
Recentemente, a rede municipal de Cubatão realizou audiências públicas para eleger delegados para a apreciação e construção do Plano Municipal de Educação. Representantes de todas as unidades de ensino e sociedade civil participaram das discussões. Entretanto, uma das críticas realizadas ao PME, foi relacionada ao tempo que foi disponibilizado para a apreciação da versão preliminar, que não foi suficiente para que as escolas pudessem realizar um estudo mais aprofundado. 
Portanto, quando falamos de Gestão Democrática, há de se fazer um adendo, de que as escolas, ainda estão sujeitas as demandas autoritárias de órgãos aos quais fazem parte. Antes de conseguirmos efetivamente manter uma gestão democratizada, é imprescindível que as unidades escolares possam ter mais autonomia e para isso é necessário conscientizar toda a comunidade escolar da responsabilidade coletiva, vencendo resistências internas e externas, para que possamos decidir e estabelecer prioridades em parceria, que melhor retratem a realidade da escola. Desta forma, a realização de planejamento participativo na esfera escolar implica reafirmar continuamente o processo de reflexão e ação da coletividade, buscando formar a identidade institucional. 
Com o intuito de realizar o que planejamos muitas vezes vivenciamos um processo de constantes aproximações. No processo de construção do Plano de intervenção pedagógica vivenciamos conflitos entre o real e o ideal, pudemos identificar  um tipo de realidade e confrontá-la com as representações que fazíamos dela, buscando realizar a mediação e intervindo com vistas à sua transformação.
A equipe gestora vem estimulando a participação de todos os envolvidos,  promovendo reuniões e eventos que aproximem a comunidade escolar da escola. 
Todas as discussões realizadas estão sendo positivas. A receptividade vem aumentando pouco a pouco, inclusive por parte da equipe gestora, que passou a acreditar mais no potencial coletivo. A diversidade de ideias e experiências enriqueceram as discussões. Depois que passam a se sentir parte do processo, as pessoas começam a entender melhor a estrutura e a organização da escola. A consciência coletiva vem sendo construída aos poucos, as pessoas já começam a perceber que quando deixam de fazer a sua parte, interferem direta ou indiretamente, no trabalho do grupo. 
Na perspectiva da gestão democrática o planejamento educacional surtiu como uma ferramenta que otimizou o processo de tomada de decisões e a definição dos objetivos e das metas estabelecidas pela comunidade. Além disso, viabilizou traçar estratégias a curto, médio e longo prazo. 
O planejamento curricular da UME Profª Elza Silva dos Santos é baseado na legislação educacional vigente e nos  documentos nacionais e municipais oficiais. A escola tem sua proposta pedagógica organizada em expectativas de aprendizagem, baseada nos parâmetros curriculares nacionais, dividida por ciclos e disciplinas. 
O ciclo de alfabetização nos anos iniciais do Ensino Fundamental é um tempo  sequencial de três anos, ou seja, sem interrupções, no qual se considera, pela complexidade da alfabetização, que raramente as crianças conseguem construir todos os saberes fundamentais para o domínio da leitura e da escrita alfabética em apenas 200 (duzentos) dias letivos. No ciclo concebe-se que o tempo de 600 (seiscentos) dias letivos é um período necessário para que seja assegurado a cada criança o direito as aprendizagens básicas da apropriação da leitura e da escrita, a consolidação de saberes essenciais dessa apropriação, o desenvolvimento das diversas expressões e o aprendizado de outros saberes fundamentais das áreas e componentes curriculares, obrigatórios, estabelecidos nas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de Nove Anos”.  
Dentro das práticas efetivas em sala de aula são priorizados métodos, estratégias e atividades significativas que procurem atender as necessidades individuais dos alunos. 
A escola se pauta nas expectativas de aprendizagem como parâmetros de instrumentos de avaliação que norteiem as práticas pedagógicas de todo o quadro docente e que validem o planejamento. 
No cotidiano escolar prioriza-se o atendimento a todos, na igualdade de direitos, deveres e oportunidades, independentemente de sua condição social, cultural, econômica, religiosa, física ou sexual, visto que uma concepção de inclusão leva em consideração que a heterogeneidade é fundamental na prática de ensino e aprendizagem. Atualmente a escola se depara com desafios para atender a diversidade dos indivíduos que dela participam, respeitando e valorizando as diferenças e oportunizando a todos com equidade de condições. A gestão é feita de forma participativa e inclusiva, oferecendo igualdade de oportunidades, mas que efetivamente revele uma diversidade no interior de seu projeto socioeducativo. 
O município de Cubatão vem sendo pioneiro no Brasil na questão de Implantação dos Ciclos de Alfabetização com estudos e projetos pilotos iniciados em 2010 na rede, bem como formação docente. Mensalmente ocorrem as Paradas Pedagógicas, onde os educadores podem trocar experiências e aperfeiçoar a prática docente. Atualmente, os professores estão realizando a formação do PNAIC durante estas paradas. 
Logo no início do ano são preparadas e realizadas atividades diagnósticas com as turmas, e os seus resultados são utilizados para auxiliar na elaboração do planejamento escolar. 
A equipe gestora acompanha frequentemente o andamento das atividades e a rotina escolar, reavaliando constantemente os trabalhos desenvolvidos. Desta forma, reune-se semanalmente com os docentes nos HTPs, com o objetivo de acompanhar o processo pedagógico, discutindo e refletindo sobre formas de buscar soluções para os problemas apresentados e validar as ações bem sucedidas. 
Bimestralmente ocorrem os conselhos de classe, que é um dos mais importantes espaços escolares, pois, tendo em vista seus objetivos, é capaz de dinamizar o coletivo escolar pela via da gestão do processo de ensino, foco central do processo de escolarização. É mais do que uma reunião pedagógica; é parte integrante do processo de avaliação desenvolvido pela escola. É o momento privilegiado para redefinir práticas pedagógicas com o objetivo de superar a fragmentação do trabalho escolar e oportunizar formas diferenciadas de ensino que realmente garantam a todos os alunos a aprendizagem. 
A direção da escola procura estimular a participação dos pais nas decisões relativas ao funcionamento da rotina escolar, bem como no desempenho de seus filhos. Entretanto, a participação da comunidade até o presente momento, não apresentou os resultados esperados, apesar da escola oportunizar esta participação.  
As decisões de âmbito escolar são prioritariamente definidas de forma democrática. 
A escola dispõe de um Conselho de Escola e de uma APM (Associação de Pais e Mestres), que se reúne sistematicamente, de acordo com o calendário escolar, sempre com ampla divulgação do dia e do horário convenientes à comunidade. Ainda assim, a participação é tímida, todavia, efetiva. Todas as aplicações dos recursos financeiras são submetidas à apreciação dos participantes, bem como as prestações de contas e de gastos efetuados. 
A participação de pais de alunos nas reuniões da A.P.M. e do Conselho de Escola é muito pequena, limitando-se a alguns poucos familiares. A escola esforça-se em trazer a comunidade para participar de seus processos decisórios, porém a maioria dos pais não demonstra compreensão quanto à importância da organização coletiva para a busca de soluções. 
A gestão de processos relacionados à prática pedagógica, em função das dificuldades estruturais enfrentadas por esta U.M.E. (escassez de funcionários, envolvimento de membros da equipe gestora em funções alheias às suas atribuições específicas, ausência de professores substitutos), ainda não alcançou o patamar esperado pela equipe escolar. A escola ainda precisa desenvolver melhor seus objetivos pedagógicos, assim como metas, estratégias e planos de ação para alcançá-los, o que requer condições estruturais mínimas para disponibilizar mais tempo de envolvimento da equipe gestora com as questões pedagógicas e amadurecimento das discussões pedagógicas realizadas junto ao quadro docente. 
Atualmente muito se fala em gestão democrática dentro das escolas públicas nos meios educacionais e acadêmicos. A legislação educacional e o Plano Nacional de Educação colocam a Gestão Democrática participativa dos Sistemas de Ensino, como uma das dimensões fundamentais para que se possibilite o acesso a uma educação de qualidade. 
O princípio da gestão democrática em questão, não se trata apenas da descentralização de poder e de prática participativa, mas sim de uma democracia que supere o autoritarismo, o individualismo e as desigualdades sociais. Quando a escola produz desigualdades educacionais, o resultado é a produção de desigualdades sociais. 
A avaliação institucional da Unidade Escolar será realizada anualmente, com o intuito de levantar junto à comunidade escolar, se os propósitos, as metas, as práticas e os encaminhamentos têm sido atendidos em todas as suas dimensões. Tal processo toma como base o  principio da Gestão Democrática  sendo coordenado pela equipe gestora juntamente com o Conselho de Escola e Associação de Pais e Mestres,  contribuindo com a aplicação e análise de resultados, o que permite a revisão e a delimitação de indicadores compatíveis com os objetivos propostos no Projeto Político Pedagógico da UME. 
A qualidade da educação da UME Profª Elza Silva dos Santos se verifica no processo permanente de diagnóstico, tanto administrativo quanto pedagógico, na promoção da educação comprometida com a autonomia e liberdade das pessoas. A dinâmica avaliativa se organizou tendo como base os seguintes itens operacionais: 
DIMENSÃO 1 – GESTÃO DE RESULTADOS EDUCACIONAIS 
DIMENSÃO 2 – GESTÃO PARTICIPATIVA 
DIMENSÃO 3 – GESTÃO PEDAGÓGICA 
DIMENSÃO 4 – GESTÃO DE PESSOAS 
DIMENSÃO 5 – GESTÃO DE SERVIÇOS E RECURSO 
DIMENSÃO 6 – CONTEXTO SOCIAL 
DIMENSÃO 7 - CORPO SOCIAL 
Educação de qualidade é uma questão de política pública, mas é também um processo que construímos dentro e fora das escolas. A sociedade está em constante transformação, por isso se discute tanto, a criação de Conselhos Nacionais, Estaduais, Municipais e Escolares, como mecanismos de fortalecimento e atuação mais ativa.

É na busca de novos espaços e de renovação da forma de atuação da sociedade civil no âmbito público, que compreendemos a participação da comunidade em espaços como a escola pública, procurando discutir a construção de uma nova estratégia de participação ante as diretrizes e ações do Estado.” 
Mônica Abranches

No âmbito escolar, os Conselhos Escolares são formados pela comunidade escolar e local, são colegiados com poder decisório e soberano, pois as decisões tomadas pelo CE são amplamente debatidas e discutidas, e o voto da maioria é respeitado. Neste sentido, o Conselho Escola descentraliza o poder. 
A mudança de postura na gestão do sistema educativo é um desafio. Ainda há muitos gestores que utilizam os CE somente como ferramenta para aprovação de medidas previamente elaborada pelo próprio gestor, sem abertura para diálogo com a comunidade escolar. Há somente a camuflação de uma gestão ainda unilateral. O que é preciso colocar, é que a gestão democrática da escola tem caráter positivo, pois o gestor retira de si próprio o peso das decisões tomadas e passa a dividir com o coletivo não somente o poder decisório, mas também a responsabilidade pelas ações realizadas. 
Conseguir com que os membros do Conselho Escolar participem ativamente e que realmente colaborem com as decisões relacionadas aos processos educacionais, ainda vem sendo uma grande frustração. Ainda sentimos a necessidade de deixar claro a importância do Conselho de Escola bem como a sua função. Esclarecer que se trata de um órgão máximo de decisão dentro de uma unidade escolar e portanto é um instrumento de democratização da escola pública. O CE faz parte da gestão da escola, é espaço de inclusão, igualdade política e cidadania. 
A gestão democrática da escola somente irá contribuir para a melhoria da qualidade do ensino se for capaz de repensar as práticas pedagógicas da escola e inovar. Ressalto mais uma vez a importância da comunidade escolar, avaliando, refletindo, colaborando com o planejamento escolar e com a elaboração do PPP, que é o documento que norteará o caminho a ser seguido pela instituição escolar. 
Possibilitar a participação ativa da família e da comunidade na escola, supera as práticas ainda existentes de convidar as famílias apenas para as atividades festivas ou para informar o baixo desempenho ou mau comportamento do seu filho na escola. 
Cabe a escola, a tarefa de conscientizar quanto a importância da participação, saber ouvir a comunidade escolar, e se fazer ouvir pelo outro, de realizando uma parceria e exercendo a democracia na direção de uma vida mais justa e com qualidade  social para todos. 
Os componentes da Comunidade escolar precisam aprender a exercitar o seu direito de participar e decidir sobre os rumos de sua vida e opinar sobre mudanças que visam o bem coletivo. 
A escola necessita quebrar paradigmas, deixar de lado a imagem de instituição pronta e inalterada, e assumir uma nova postura,  a de uma escola receptiva, que se sente bem em inovar, que está em permanente construção visando sempre o bom atendimento a clientela a qual está inserida e de portas abertas para receber e acolher a todos.

BIBLIOGRAFIA

ABRANCHES, Mônica. Colegiado Escolar: espaço de participação da comunidade. São Paulo: Cortez, 2003 - (Capítulos 1, 4 e conclusões). 
BRASIL. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica. Conselho Escolar como espaço de formação humana: circulo de cultura e qualidade da educação/elaboração Lauro Carlos Wittmann...[ et. AL.]. – Brasília : MEC,2006. 
BRASIL. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica. Conselho Escolar como espaço de formação humana: circulo de cultura e qualidade da educação/elaboração Ignez Pinto Navarro[ et. AL.]. – Brasília: MEC, SEB 2004 . 
CURY, C. R. J. Os conselhos de educação e a gestão dos sistemas. In: FERREIRA, N. S.C.; 
LUCK, Heloisa. A gestão Participativa na Escola. 
INDICADORES DE QUALIDADE NA EDUCAÇÃO , em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Consescol/ce_indqua.pdf  
FULLAN, M. & HARGREAVES, A . A escola como organização aprendente. 2ª ed. Porto Alegre,Artmed, 2000. 
OLIVEIRA, D. A. (Org.). Gestão democrática da educação: desafios contemporâneos. Petrópolis: Vozes, 2003. 
PADILHA, Paulo Roberto. Planejamento dialógico: como construir o projeto político-pedagógico da escola. 2. ed., São Paulo: Cortez; Instituto Paulo Freire, 2002. 
RIOS, Teresinha Azeredo. A importância dos Conteúdos Socioculturais no Processo Avaliativo.Série Idéias no. 08, SP, FDE, pág 37-43.  Disponível em:www.crmariocovas.sp.gov.br/pdf/ideias_08_p037- 043_c.pdf



terça-feira, 1 de setembro de 2015

AT7. PV - Segunda seção do TCC


AVALIAÇÃO DE TODO O TRABALHO REALIZADO – ESCRITA DA SEGUNDA SEÇÃO (CAPÍTULO) DO TCC

O presente capítulo tem como intuito descrever como foram as discussões com a comunidade escolar acerca do Projeto Político Pedagógico, as prioridades levantadas nos diagnósticos analisados e relatar as principais decisões tomadas para a elaboração coletiva do Plano de ações da U.M.E. Profª Elza Silva dos Santos. O debate contou com a participação de docentes, funcionários, pais, alunos e moradores do bairro, todos envolvidos em busca de um bem maior, a melhoraria da qualidade do ensino ofertado a comunidade escolar.
Primeiramente, é imprescindível ressaltar que a parceria entre escola e comunidade é indispensável para que se alcance uma educação de qualidade. A participação da família favorece a aprendizagem do aluno, promove o seu bem estar e assegura a sua permanência na escola.
De acordo com o Regimento Escolar do Sistema Municipal de Ensino de Cubatão, “a gestão democrática tem por finalidade garantir o pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, visando melhoria na qualidade do ensino ministrado” (Artigo 10). Além disso, cabe à administração escolar desenvolver medidas e ações que venham a fortalecer o processo de construção da gestão democrática na escola, em parceria com o Poder Público Municipal, com a supervisão da rede municipal de ensino e com a própria comunidade escolar, para a qual os benefícios desse modelo de gestão devem estar direcionados.
Considerando que a população atendida pela escola demonstrava baixa frequencia em reuniões e assembleias relacionadas ao Conselho de Escola e à Associação de Pais e Mestres, o que era evidenciado pelo pequeno índice de participação de pais nessas atividades, sentimos a necessidade de incentivar a comunidade a melhorar sua participação nos processos decisórios e conscientizá-los da importância de sua atuação para a obtenção de avanços na qualidade do ensino. Para que esta conscientização ocorresse, iniciamos a realização de ações que ofertassem aos pais de nossos alunos informações e orientações adequadas para que sua participação tivesse avanços quantitativos e qualitativos.
Desta forma, iniciamos o processo de avaliação da Proposta Pedagógica que estava em andamento até o momento, pelo Conselho Escolar.  Para que fosse possível realizar uma análise mais completa, marcamos reuniões extraordinárias do CE, abertas a participação da comunidade escolar. 
A Proposta Pedagógica foi analisada e alguns pontos críticos foram elencados pelos Conselheiros:

1- Desatualização: A PPP em vigor foi realizada em 2009, tendo sido revista pela ultima vez em 2011; 
2- A revisão não foi realizada de forma compartilhada, pois vários segmentos ficaram de fora desta reavaliação; 
3- A equipe gestora atual, com exceção da diretora, não fazia parte do quadro de funcionários da Unidade de Ensino; 
4- Cerca de 60% dos professores que lecionam na escola atualmente, não faziam parte do quadro de docentes da escola; 
5- Cerca de 80% dos projetos existentes na PPP deixaram de ser realizados; 
6- A escola há dois anos, deixou de ter EJA, portanto o alunado sofreu alterações demasiadamente significativas; 
7- Em 2011, o sistema de ensino municipal passou a ser dividido em Ciclos de Aprendizagem, portanto existiam alterações importantes a ser realizadas; 
8- A escola passou a atender alunos em tempo integral, com a participação no Programas Mais Educação e Mais Cultura; 
9- Alterações estruturais: A escola deixou de ter alguns ambientes como a horta, e passou a ter outros ambientes, como o parque e a sala de leitura; 
10- Houve alteração nos horários de entrada e saída e na duração das aulas;

A Assembleia deliberou em favor da reelaboração e reestruturação do PPP, baseado nos princípios da Gestão Democrática. O consenso de que a falta de um PPP que de fato fosse realizado pelas pessoas que estão envolvidas na escola e que assim pudesse ser uma identidade para a comunidade escolar mostrou ser um facilitador para a intervenção, notamos o envolvimento de toda a comunidade  escolar dada à importância da reelaboração ser feita de forma coletiva.
Um dos maiores desafios foi o de conseguir conciliar a demanda da escola com as reuniões e ações do Projeto de Intervenção, visando garantir que todos os atores envolvidos pudessem participar de forma plena e produtiva na reelaboração de nossa Proposta Política Pedagógica, opinando, criticando e tendo o direito de escolher sobre a prática pedagógica que nortearia o processo de ensino aprendizagem em nossa unidade escolar.  
Para o mapeamento inicial, foi realizado o levantamento do perfil da comunidade escolar e do funcionamento da escola (funcionários, número de salas, número de alunos, espaço físico em geral) e das modalidades de ensino oferecidas. Elaboramos questionários para levantamento desses dados e informações. O Conselho Escolar elegeu uma Comissão para gerenciar e organizar os trabalhos, e este grupo de trabalho ficou encarregado de realizar a compilação e tabulação dos dados coletados.
Para que garantíssemos a participação de toda a Comunidade Escolar,  a equipe gestora juntamente com a Comissão realizou reuniões pontuais, divididas por segmento. Segmento de pais, formado por responsáveis de alunos escolhidos nas Reuniões de Pais e Mestres do 3º Bimestre de 2014. Segmento de alunos, sendo um representante de cada turma, eleito pelos demais colegas de sala, e que totalizavam 26 alunos. Segmento de funcionários formado pelos profissionais administrativos e de apoio. E por fim, segmento de docentes, formado pelos professores da Unidade de Ensino.
Este contato com cada segmento permitiu obter informações, sugestões e críticas, de modo a identificar qual o papel do gestor escolar e de cada um, frente a gestão democrático-participativa  e na realização da melhoria da qualidade do ensino em nossa escola.
Além dos questionários aplicados para elaboração do perfil da escola, também realizamos uma  pesquisa de satisfação com enfoque na qualidade com toda a comunidade escolar, o que nos permitiu ter uma visão da realidade da escola e o que a comunidade escolar deseja almejar.
Antes de destacarmos as prioridades apuradas, vale ressaltar que conhecer a escola mais de perto possibilitou a todos os envolvidos, ter uma visão dinâmica das relações e interações que constitui seu dia-a-dia, apreendendo as forças que impulsionam a estrutura da gestão escolar e os modos de organização do trabalho na escola. A tomada de consciência dos principais problemas da escola pelo coletivo foi primordial, pois possibilitou maior engajamento na solução de falhas detectadas e definição das responsabilidades coletivas e pessoais.
E por ultimo, mas de extrema relevância, o fato de que há a  necessidade de reconhecimento e expressão da identidade da escola de acordo com a realidade, características próprias e necessidades locais.
Os dados apresentados demonstraram que a comunidade valoriza o papel da escola no que se refere ao desenvolvimento dos aspectos sociais, psicológicos, morais e cognitivos da criança e a consideram como uma boa escola no geral.
Importante destacar que as respostas aos questionários aplicados são bem similares, sendo reflexo da construção de um plano de articulação entre escola e comunidade.
Considerando o contexto e as necessidades percebidas durante as reuniões e reflexões realizadas, sem esquecer que todos os aspectos e dimensões do Projeto Educativo são importantes, destacamos alguns aspectos que necessitam especial atenção:
1.   RELACIONAMENTO COM A FAMÍLIA
A participação da família no processo de ensino aprendizagem dos alunos é essencial para que estes se desenvolvam mais e melhor. Desta forma, estaremos realizando ações que aumentem a participação ativa, e estabeleça uma comunicação frequente e um diálogo permanente entre  família e escola, contribuindo com o trabalho educativo e o sucesso escolar. 
2.   ENSINO E APRENDIZAGEM 
Até o momento, os dados de desempenho escolar em nossa escola têm permanecido abaixo das médias nacionais, estaduais e regionais, o que pode ser verificado através dos resultados das avaliações externas aplicadas aos nossos alunos e nas elevadas taxas de retenção. O IDEB de nossa escola no ano de 2013 foi de 4,8 , enquanto que o do Município de Cubatão foi de 5,1 
A alta rotatividade de matrículas suplementares, transferências de alunos,  baixa frequência na sala regular e na Recuperação Paralela  só contribuem para que o desempenho escolar de nossos alunos continue deficitário e os índices de distorção idade-série aumentem. 
Foi constatado a necessidade de professor auxiliar para turmas com alunos com necessidades especiais ou turmas com número de alunos acima do estipulado na resolução do CME. Além de professor auxiliar, a escola necessita de professores substitutos para atendimento a demanda da unidade. 
Os encaminhamentos aos alunos (fonoaudiólogo, psicólogo, neuropediatra...), não são viabilizados pelos órgãos competentes, deixando os alunos sem atendimento específico e a escola sem devolutiva. O pouco tempo de planejamento diagnóstico também foi um dos problemas observados.

3.   INFRA ESTRUTURA 
A escola não dispõe de espaço físico específico para realizar e desenvolver adequadamente projetos especiais, que visam a melhoria do processo de ensino aprendizagem como:  Mais Educação, Mais Cultura, Sala de Arte e Recuperação Paralela. 
A Cobertura do bloco C: Foi retirada em abril de 2014, a cobertura do corredor que dá acesso ao Bloco C, onde localizam-se as salas de 1º e 2º anos devido ao risco de queda e até o momento não foi refeito. 
Proteção da mureta do parque com pneus cortados e encaixados; evitando que as crianças caiam e se machuquem; 
Revestir o refeitório com azulejo para facilitar a limpeza e tornar  um ambiente mais saudável; 
Repensar no espaço para o recreio , tornando-o mais adequado; 
Biblioteca adequada: a ausência de almoxarifado faz com que todos os materiais que chegam a unidade escolar, sejam depositados provisoriamente na sala de leitura, tornando-a assim intransitável. A construção de um almoxarifado solucionaria este problema; 
Manutenção do Laboratório de informática: não há um departamento que realize periodicamente a manutenção dos computadores, o que faz com que a APM tenha que arcar com possíveis despesas; 
Limpeza da calha do pátio. 

4.   FORMAÇÃO CONTINUADA 
Necessidade de realização de plano de formação continuada para os docentes e demais funcionários da unidade, respeitando a função e os competes de cada indivíduo.

5.   VALORIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS 
Nossa escola fica localizada em uma comunidade de risco social e o acesso ao bairro é limitado. Além disso, nos deparamos em nosso dia a dia com congestionamentos, vias urbanas de acesso com péssimas condições de utilização, violência e situações ilícitas no entorno da unidade que por inúmeras vezes nos afligem. Em atribuições de aula, nossa escola é sempre descartada  devido aos perigos. É consensual que todos os funcionários que trabalham na unidade deveriam receber uma gratificação por exercer atividade em local de risco.

6.   GESTÃO DE RECURSOS E PROCESSOS  
Ausência de internet, telefonia e material de expediente que vai desde sulfite a papel higiênico e sabão. Fornecimento destes serviços é de responsabilidade da SEDUC, porém frequentemente temos que utilizar recursos da APM e recursos próprios. 
Todos os problemas elencados, foram amplamente discutidos para que pudéssemos pensar em soluções a curto, médio e longo prazo. A seguir apresentamos uma síntese do plano de intervenção elaborado, constando a delimitação das prioridades, dos objetivos e metas.

1. Integração Escola-Família

OBJETIVOS GERAIS:
a) Incentivar o envolvimento e interação da comunidade, com vistas a uma participação ativa;
b) Mobilizar a comunidade a buscar melhorias para o bairro e vias de acesso junto à administração pública da cidade;
c)  Conscientizar a comunidade escolar sobre a importância de sua contribuição para o bem estar da comunidade;
d)  Conscientizar a comunidade sobre a importância da cidadania e da dimensão política;
e)  Oportunizar atividades para aproximar pais de alunos e comunidade escolar da escola;
f)  Buscar a participação, envolvimento e interação com a comunidade, permitindo que a mesma utilize e valorize o espaço escolar;
g)  Construir um relacionamento harmonioso de forma que os pais percebam a importância de sua participação para a concretização de uma Escola de qualidade;
h)  Articular ações do SUS às da educação, de forma a ampliar o alcance e o impacto de suas ações relativas aos estudantes e suas famílias;

OBJETIVOS ESPECIFICOS

a)   Convidar a comunidade a constituírem a APM e Conselho de Escola;
b)   Formação de grupos para debater assuntos pertinentes à escola;
c)   Levantamento de profissões, habilidades e interesses dos pais para auxiliar a escola em pequenos afazeres;
d)  Desenvolver projetos que envolvam a participação de pais e membros da comunidade em atividades práticas da escola;
e)   Mostrar à comunidade escolar a importância de sua participação nos processos de construção e decisão dentro e fora da escola, pautados na democracia e no bem estar coletivo;
f)    Socializar informações por meio de debates, reuniões de pais, C.E. e APM, grupo de estudos,  a fim de que motivem a participação de todo o segmentos escola e comunidade

META

a)   Aumentar a participação das famílias  em 30% até 2016;
b)   Aumentar a participação das famílias e comunidade em 60% até 2018

2. ENSINO E APRENDIZAGEM

OBJETIVOS GERAIS

a)   Trabalhar na criação de condições para que haja um processo de ensino aprendizagem adequado à realidade do aluno, bem como adequá-lo às suas necessidades;
b)   Reorganizar os acompanhamentos e organização pedagógica da unidade;
c)  Reavaliar constantemente a proposta pedagógica e curricular da unidade para que possam ser desenvolvidas de forma eficaz;
d)  Atingir a meta do IDEB da escola, estabelecida para 2015;
e)   Corrigir o fluxo de alunos com distorção idade-série;
f)    Diminuir índices de repetência, evasão e abandono escolar;
g)   Promover uma educação de qualidade;
h)   Incentivar e orientar o grupo discente a formar o grêmio da escola.

OBJETIVOS ESPECIFICOS

a)   Elevar a qualidade de ensino oferecida;
b)   Alcançar índices de desempenho cada vez melhor;
c)   Conscientizar a comunidade escolar sobre a importância do estudo para o crescimento interior e auto realização;
d)  Acompanhar e analisar sistematicamente os índices de aprendizagem e resultados de avaliações externas;
e)   Assegurar a permanência dos alunos na escola, com sucesso e efetiva aprendizagem;
f)    Diminuir os índices de evasão escolar;
g)   Aumentar os índices de promoção;
h)   Acompanhar a contratação de professores pela SEDUC;
i)     Formar cidadãos críticos e conscientes.

METAS

a)   Atingir a meta do IDEB de 5,0 para 2015;
b)   Reduzir a 0% a distorção até 2018;
c)   Reduzir os índices de reprovação a 0% até 2018;
d)  Reduzir a 0% a dispensa de alunos;
e)   Organização do Grêmio para 2016.

3. INFRAESTRUTURA

OBJETIVOS GERAIS
a)   Oferecer uma educação de qualidade a todos;
b)   Ampliar a oferta dos Programas do (PAE);
c)   Ampliar e realizar melhoramentos na escola, bem como zelar por sua conservação;
d)  Manter e conservar o prédio escolar em perfeitas condições de uso;
e)   Cobertura do bloco C: Foi retirada em abril de 2014, a cobertura do corredor que dá acesso ao Bloco C;
f)    Zelar pela organização, limpeza e manutenção da escola;
g)   Solicitar suporte de infraestrutura e funcionamento de internet, rede e sistema de telefonia;
h)   Cuidar para que haja periodicamente manutenção e reparos no prédio escolar a fim de se manter a segurança de todos.

OBJETIVOS ESPECIFICOS

a)   Propiciar formas para que todos os envolvidos no processo educativo compreendam sua importância no meio social;
b)   Manter as atividades dos programas Mais Educação e Mais Cultura em funcionamento;
c)   Apoiar a realização de melhorias na unidade escola;.
d)  Garantir proteção integral das crianças e demais funcionários da unidade escolar;
e)   Desenvolver atitudes de respeito, responsabilidade e cooperação no ambiente escolar;
f)    Manter em bom funcionamento os sistemas de internet, rede e telefonia e reparando-os quando necessário;
g)   Manter a escola em boas condições, ampliando e reformando quando se fizer necessário.

METAS

a)   Adaptação de uma saleta de materiais de educação física para um espaço de realização de projetos até agosto de 2015;
b)   Após envio de diversos documentos aos setores competentes solicitando a colocação de nova cobertura obtivemos como  devolutiva, que a UME deverá aguardar  disponibilidade orçamentária;
c)   Campanha de conscientização;
d)  Aguardando manutenção do setor competente;
e)   Feito periodicamente;

4. Formação continuada e valorização dos profissionais da educação.

OBJETIVOS GERAIS

a)   Incentivar a formação continuada dos professores;
b)   Incentivar a capacitação dos profissionais de educação;
c)   Valorizar atitudes colaborativas diante das necessidades e demandas escolares;
d)  Internalizar seu papel como cidadão do mundo;
e)   Elaboração dos planos de trabalho docente de acordo com a Proposta Pedagógica;
f)    Planejar e coordenar a eficácia da gestão da informação;
g)   Fortalecer ações de orientação e aperfeiçoamento do fazer pedagógico e administrativo a fim de melhorar da qualidade do ensino.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

a)   Contribuir para a melhoria da formação pessoal dos professores;
b)   Resgatar e organizar o saber dos professores sobre as concepções de educação;
c)   Trabalhar em conjunto, de forma cooperativa e integrada;
d)  Desenvolver a capacidade critica reflexiva dos envolvidos no processo educativo face às questões político-social-cultural;
e)   Envolvimento dos docentes com as normas regimentais, disciplinares e pedagógicas da escola;
f)    Melhorar a qualidade da educação oferecida;
g)   Orientar quanto à gestão pedagógica e administrativa da escola, bem como as metas e diretrizes estabelecidas na proposta  pedagógica.

METAS

a)   Plano de formação em HTPC com inicio para segundo semestre de 2015;
b)   Revisão semestral;
c)   Revisão e reavaliação semestral;
d)  Reavaliar  periodicamente;

5.  Gestão de recursos e processos

OBJETIVOS GERAIS

a)   Aplicar os recursos de forma a buscar resultados satisfatórios;
b)   Garantir acesso e permanência dos educandos na escola;
c)   Aperfeiçoar as demandas administrativas e divisão dos serviços com vista a direcionar as ações de atendimento ao público;
d)  Tornar o sistema de agendamento de faltas mais eficiente;
e)   Ressaltar a importância da comunidade na identidade da unidade escolar.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

a)   Usufruir dos recursos financeiros de modo a buscar melhorias e manutenção da escola;
b)   Atualizar constantemente lista piloto, levantamento de faltas, busca e justificativa dos responsáveis pelos alunos ausentes;
c)   Ampliar o número de funcionários destinados ao atendimento às demandas da escola;
d)  Ampliar a oferta de professores substitutos;
e)   Tornar a escola um espaço de sociabilidade.

METAS

a)   Deliberação pelo CE e APM, bimestralmente ou quando houver necessidade;
b)   Acompanhamento pelo setor de Orientação semanalmente;
c)   Aguardando complementação de quadro de funcionários pela SEDUC;
Nas reuniões e nas pesquisas com os pais observou-se que a maioria aprecia o desenvolvimento do trabalho pedagógico da escola e tem consciência da importância do envolvimento da família no processo educativo de seus filhos, no entanto, alegam não terem tempo para estarem mais presentes no ambiente escolar, mas que gostariam de se fazerem mais presentes. Os alunos em sua grande maioria, gostam do ambiente escolar e se sentem acolhidos, mesmo os mais jovens souberam explanar o que não lhes agradava e realizar sugestões e contribuições para o debate.
A escola tem tentado oportunizar o estreitamento da relação – comunidade/escola - por meio de agendamento de reuniões pontuais com pais, professores, coordenador e orientador educacional para tratarem de assuntos pertinentes aos seus filhos, reuniões de pais e mestres bimestralmente, festas e eventos da escola e também reuniões periódicas do Conselho de Escola e APM para que a comunidade tenha maior abertura para falar sobre seus anseios, dúvidas, preocupações. Há ainda, a disponibilização dos espaços escolares para serem utilizados pela comunidade nos finais de semana e horários ociosos, como a utilização da quadra da escola pelo time de futsal da comunidade a noite, aulas de capoeira com voluntários da comunidade  aos sábados e sessão da escola para eventos das igrejas ou creche próxima.
Acreditamos que desta forma , o diálogo, o acolhimento, a valorização das informações trazidas pelos pais, a participação deles na escola, a criação de oportunidades de convivência através de eventos ou projetos, reuniões ou palestras só tem a fortalecer os vínculos entre comunidade-família-escola.
Se considerarmos a contribuição fundamental da escola pública para a construção de uma cidadania participativa e a tomarmos como uma construção permanente e coletiva, veremos que os Conselhos Escolares são, primordialmente, a sustentação de projetos político-pedagógicos que permitem a definição dos rumos e das prioridades das escolas numa perspectiva emancipadora, que realmente considera os interesses e as necessidades da maioria da sociedade.



BIBLIOGRAFIA


DELIBERAÇÃO CME Nº 06/10 - Altera a redação dos incisos I e II da Deliberação CME 02/10 que Institui O Ciclo de Alfabetização no Sistema Municipal de Ensino de Cubatão

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1997.

FULLAN, M. & HARGREAVES, A . A escola como organização aprendente. 2ª ed. Porto Alegre,Artmed, 2000.

HERNÁNDEZ, Fernando. Transgressão e mudança na educação: os projetos de trabalho. Porto Alegre: Artmed, 1998.

OLIVEIRA, D. A. (Org.). Gestão democrática da educação: desafios contemporâneos. Petrópolis:Vozes, 2003.

PADILHA, Paulo Roberto. Planejamento dialógico: como construir o projeto político-pedagógico da escola. 2. ed., São Paulo: Cortez; Instituto Paulo Freire, 2002
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PARECER CME Nº 25/09 - Orientação sobre Conselho de Escola e Associação de Pais e Mestres.